quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Anchieta

Nasceu na ilha de Tenerife, uma das ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534,
dia de São José, motivo de seu nome.
Filho de próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos.
Aos quatorze anos iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes, orgulho do rei Dom João III.
Lá recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária. Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada por meio da bula Regimini Militantis Eclesiae em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta.
Assim, acabavam seus temores de não poder permanecer na Ordem por ter sido acometido de uma doença ósteo-articular logo após seu ingresso. Aconselhado pelos médicos de que os ares do Novo Mundo seriam benéficos para sua recuperação, foi enviado em missão para o domínio português na América.
Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor.
Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587. Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.
Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras.
Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira.
De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, De Gestis Mendi de Saa, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, Teatro de Anchieta e Cartas de Anchieta.
A coleção de Obras Completas do Pe. José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta; a publicação prevê um total de 17 volumes.
José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597.
Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, José de Anchieta ganhou vários títulos, tais como: “apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.
Assim, teve uma imagem construída de maneira heroicizada por seus biógrafos, já nos anos que se seguiram à sua morte.
As três primeiras biografias escritas em língua portuguesa foram: Breve relação da vida e morte do Padre José de Anchieta, de Quirício Caxa (1988), escrita em 1598, um ano após a morte de Anchieta, Vida do Padre José de Anchieta da Companhia de Jesus, escrita em 1607 por Pero Rodrigues (1988) e Vida do Venerável Padre José de Anchieta, de Simão de Vasconcelos(1953), escrita em 1672. As obras coevas, escritas por padres jesuítas, serviram ao longo processo que levou à beatificação de Anchieta em 1980.
Uma biografia contemporânea deve ser consultada: Anchieta, o apóstolo do Brasil, de Hélio Abranches Viotti (1980).
Os dois maiores estudiosos de Anchieta foram os padres jesuítas Armando Cardoso (1997) e Murillo Moutinho (1999). Este último publicou uma obra imprescindível para os estudos sobre o jesuíta: Bibliografia para o IV Centenário da Morte do Beato José de Anchieta: 1597-1997.
Junto com outros padres que, em oposição à Contra-Reforma, tinham a catequese como objetivo.
Este movimento influenciou o teatro e a poesia, e acabou resultando na melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro.
Das suas contribuições culturais para o nosso país, podemos citar as poesias em verso medieval (destaque: Poema à Virgem), os que misturavam características religiosas e indigenas, a primeira gramática do tupi-guarani (a cartilha dos nativos), além da fundação de um colégio.
De acordo com o crítico Eduardo Portella, o trabalho de José de Anchieta deve ser entendido como uma manifestação da cultura medieval no Brasil, por conta de sua poesia simples e didática, da métrica e do ritmo por ele usados.
Além de Auto da Pregação Universal, Anchieta é considerado como sendo o autor de Na Festa de São Lourenço, também chamada de Mistério de Jesus e de outros autos.

Adimirável Chip Novo

Meu, esses dias eu assisti o "por traz da fama" com a Pitty.
Ai eu lembrei q quando eu comecei a escutar Pitty, minha mãe disse q as músicas são muito sem noção, especificamente essa (adimirável chip novo).
Mãe essa é pra vc: essa música é baseada no livro " Adimirável Mundo Novo".
Pitty é filosofia mãe...ela faz uma música criticando nosso modo "robotizado" de agir!
Outra coisa quem só acha a música equalize bonitinha, naum percebe q Paulo Moska ajudou a compor a música!
Meu, pô Pitty naum é só barulho, tem algo a mais....
Mari Fini 8dias

Hino Do Quarto Centerário

São Paulo, terra amada,
Cidade imensa, de grandezas mil !
És tu, terra adorada,Progresso e gloria, do meu Brasil !
Ó terra, Bandeirante,De quem se orgulha, a nossa nação !
Deste, Brasil gigante,Tu és a alma e o coração !
São Paulo, terra amada,Cidade imensa, de grandezas mil !
És tu, terra adorada,Progresso e gloria, do meu Brasil !
Ó terra, Bandeirante,De quem se orgulha, a nossa nação !
Deste, Brasil gigante,Tu és a alma e o coração !
Salve o Grito do Ipiranga,Que a história consagrou !
Foi em ti, ó meu São Paulo,Que o Brasil, se libertou !
O teu IV Centenário,Festejamos com amor,Teu trabalho fecundo mostra,
Ao mundo inteiro, teu valor !
Ó linda terra de Anchieta,
Do Bandeirante destemido,
Um mundo de arte e beleza,
Em ti, tem sido construído !
Tens tuas noites adornadas,
Pela garoa, em denso véu !
Sobre os teus edifícios,
Que até parecem chegar ao céu !...

Ira! Pobre Paulista


Todos os não se agitam
Toda adolecencia acata
E a minha mente gira
E toda ilusão se acaba
Dentro de mim sai um monstro
Não é o bem, nem o mal
É apenas indiferençaÉ apenas ódio mortal
Não quero ver mais essa gente feia
Não quero ver mais os ignorantes
Eu quero ver gente da minha terra
Eu quero ver gente do meu sangue
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Eu sei que vivo em louca utopia
Mas tudo vai cair na realidade
Pois sinto que as coisas vão surgindo
É só um tempo pra se rebelar
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Parou, pensou e chegou ... a essa conclusão
Pobre São Paulo,Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo, pobre paulista...
Pobre São Paulo, pobre paulista..
Pobre São Paulo, pobre paulista...
Pobre São Paulo, pobre paulista...

“Hino à Cidade de São Paulo”

"São Paulo teu jesuíta,
Com seu colégio predominou,
São Paulo teu bandeirante,
Fez uma estrada, não mais parou.
São Paulo teu operário,
Da ferramenta fez devoção,
E agora de toda parte,
São Paulo inteiro faz mutirão.
São Paulo de pau e pedra,
São Paulo de pedra e cal,
São Paulo fazendo a ponte,
Do progresso nacional.
São Paulo de uma semente,
Fez o milagre da progressão,
São Paulo de uma oficina,
Fez uma industria com precisão.
São Paulo, braço de aço,
Rodando a roda do seu trator,
Do meio das engrenagens,
Nasceu uma rosa,
cheia de amor,
São Paulo é assim !..."

Bandeira Paulista(Guilherme de Almeida)

"Bandeira da minha terra,bandeira das treze listas:são treze lanças de guerracercando o chão dos Paulistas!
Prece alternada, responsoentre a cor branca e a cor preta:velas de Martim Afonso,sotaina do Padre Anchieta!
Bandeira de Bandeirantes,branca e rota de tal sorte,que entre os rasgões tremulantesmostrou a sombra da morte.
Riscos negros sobre a prata:são como o rastro sombrioque na água deixava a chatadas Monções, subindo o rio.
Página branca pautadaPor Deus numa hora suprema,para que, um dia, uma espadasobre ela escrevesse um poema:
Poema do nosso orgulho(eu vibro quando me lembro)que vai de nove de julho a vinte e oito de setembro!
Mapa de pátria guerreiratraçado pela Vitória:cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!
Tiras retas, firmes:quando o inimigo surge à frente,são barras de aço guardandonossa terra e nossa gente.
São os dois rápidos brilhosdo trem de ferro que passa:faixa negra dos seus trilhos,faixa branca da fumaça.
Fuligem das oficinas;cal que as cidades empoa;fumo negro das usinasestirado na garoa!Linhas que avançam; há nelas,correndo num mesmo fito,o impulso das paralelasque procuram o infinito.
Desfile de operários;é o cafezal alinhado;são filas de voluntários:são sulcos do nossso arado!
Bandeira que é o nosso espelho!
Bandeira que é a nossa pista!
Que traz no topo vermelho,O coração do Paulista!"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sampa igual a New York?Não!

Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York.
Discordo deles.
Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade.
Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire. Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e, por isso mesmo, não se parecer com nenhuma.São Paulo, entre muitas outras parecenças, se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no Pari, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.
São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias.
Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o Emiliano e o L'Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes.
Tem o deslumbrante pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país. Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em Congonhas.
São Paulo é sempre surpreendente.
Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.
São Paulo é realmente curiosa.
Por exemplo: têm diversos grandes times de futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido 'o mais querido'.
Mas, na verdade, o maior e o mais querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras.
São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar Maroni, do afamado Bahamas.
São Paulo já foi chamada de 'o túmulo do samba' por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Gloria Kalil. Em São Paulo se faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, muito menos os de feira.
Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror.
Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas, e agora são os cariocas que andam imitando as suas imitações paulistanas.
São Paulo teve o mau senso de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo.
São Paulo se poluiu visualmente com a CowParade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa.
Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o Tâmisa. Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego, São Paulo jamais será uma cidade belíssima.
Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem. Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e classes sociais.
São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se manifesta. São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece observando as meninas que circulam pelas ruas. E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o Sesc Pompéia, o palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da América Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos. São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas. Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais. Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente muito bem por uma razão tecnicamente comprovada.
Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor.
Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de Janeiro. O mais importante é que com essa distância nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo!
(Washington Olivetto - paulista, paulistano e publicitário).